Horário de verão reduz demanda de energia

23/02/2012 01:19

Horário de verão reduz demanda de energia

Previsão é de uma economia no País de R$ 100 milhões e no Paraná de cerca de R$ 8 milhões.
 
No País, a estimativa é de que o horário de verão tenha trazido uma redução de demanda de eletricidade de 4,6%, ou o equivalente a 2.650 megawatts
Curitiba - O horário de verão termina no próximo domingo, dia 26. Os relógios devem ser atrasados em uma hora em dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia e do Distrito Federal. A estimativa da Companhia Paranaense de Energia (Copel) é que a diminuição da demanda estimada de eletricidade é de 5%, no Paraná, o que equivale a 215 megawatts. Isso seria equivalente a carga de energia para atender a cidade de Londrina no horário de ponta, durante todo o horário de verão. Esta foi a maior temporada do horário no Brasil desde 1985.

A medida foi instituída para reduzir a demanda no horário de pico que vai das 19 às 22 horas. A estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que o horário de verão tenha trazido uma diminuição de demanda de eletricidade no Brasil de 4,6%, ou o equivalente a 2.650 megawatts. A previsão é de uma economia no País de R$ 100 milhões e no Paraná de cerca de R$ 8 milhões.

Desta vez, o período iniciado em 15 de outubro do ano passado, teve 133 dias, por conta da coincidência entre o dia previsto para o término do horário de verão e o domingo depois de carnaval, quando deve ocorrer o encerramento do horário de verão. No caso, este ano, dia 26 de fevereiro. O objetivo é evitar que, no meio da folia, a população se esqueça de ajustar os relógios.

No Brasil, o horário de verão entrou em vigor pela primeira vez no verão de 1931/1932, no governo do presidente Getúlio Vargas. A versão de estreia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. No verão seguinte, foi reeditada a medida com a mesma duração da primeira versão.

Depois, a adoção da medida foi retomada em períodos não consecutivos, nos anos de 1949 até 1953, de 1963 até 1968, e nos tempos atuais a partir de 1985. O período de vigência é bastante variado, mas a média dos últimos 20 anos está em torno de 120 dias de duração, no Brasil. São 37 edições do horário desde o início em 1931.