Estádio João Paulino Vieira Filho demolição é interrompida

18/01/2012 10:39

A Diretoria do Mandaguari Esporte Clube (MEC) aguarda a conclusão das negociações com uma família que mora há cerca de trinta anos embaixo das arquibancadas para dar continuidade à demolição do Estádio João Paulino Vieira Filho, um dos mais antigos do norte/noroeste do Paraná. A área onde está o estádio, que na década de cinquenta foi o palco para o MEC disputar o Campeonato Paranaense de Futebol e chegar a decidir o título estadual, está na região mais valorizada da cidade. O terreno foi loteado e está sendo vendido para a construção de casas de alto padrão.

João Paulo Santos-21/11/11
Diretoria espera arrecadar R$ 7 milhões com a venda de 26 lotes
O estádio começou a ser demolido em novembro do ano passado, mas os trabalhos foram paralisados porque duas famílias entraram com ações na Justiça pedindo indenizações. Uma delas é a do pioneiro Arlindo Caetano da Silva, o Arlindinho, que foi ponteiro direito do MEC na década de cinquenta e desde então mora em um canto do estádio. "Quando o time acabou, eu fiquei aqui e o estádio não se acabou, não foi depredado, porque morava gente aqui", diz o ex-atleta, hoje com 84 anos.

A outra família mora há cerca de trinta anos debaixo das arquibancadas. Trata-se da viúva e filhos do funcionário público conhecido como João Roupeiro, que trabalhava também no clube e foi morar no estádio nos anos oitenta, quando a cidade já não tinha mais futebol profissional.




De acordo com o presidente do clube, Isaltino Felício da Silva, as ações na Justiça não impedem a continuidade do loteamento do terreno do antigo estádio. "Nós já negociamos com a viúva do "seu" João e a diretoria concordou em dar uma casa em outro lugar para ela", explicou, lembrando que a proposta foi aceita e a mudança deverá ocorrer tão logo o clube viabilize a casa. "Quanto ao Arlindo, nós reconhecemos a importância que ele teve para o MEC e contribuição dele para a história do futebol de Mandaguari, mas a ação na Justiça não impedirá a continuidade do loteamento", destacou.

O presidente lembra que a casa onde Arlindinho mora há meio século não está na área pertencente ao clube, que está sendo loteada. "O estádio pertencia à Companhia Melhoramentos e apenas uma parte foi repassada para o clube", diz Silva.

Fonte:O DIÁRIO